FMI: Resumo Perspectivas Económicas Mundiais [Outubro de 2016]

Estima-se que o crescimento mundial diminuirá 3,1% em 2016 e que deverá crescer 3,4% em 2017. O prognóstico, que representa uma revisão em baixa de 0,1 pontos percentuais para 2016 e 2017 em relação às estimativas de Abril, reflecte uma perspectiva de moderação nas economias avançadas após a votação de Junho, em que o Reino Unido decidiu abandonar a União Europeia – facto vulgarmente designado por “brexit” – e um crescimento mais débil do que o previsto nos Estados Unidos. Esses factores agravaram a tendência descendente sobre as taxas de juros globais e, neste momento, prevê-se que a política monetária mantenha uma orientação estável durante mais tempo. Embora seja tranquilizante observar que a reacção dos mercados perante o choque do “brexit” tenha sido ordeira, o impacto final que este terá não é claro, uma vez que que o destino dos acordos institucionais e comerciais entre o Reino Unido e a União Europeia continua incerto.

fmiO sentimento dos mercados financeiros em relação às economias de mercados emergentes melhorou devido às expectativas de uma diminuição das taxas de juros nas economias avançadas; a preocupação com as perspectivas da China no curto prazo ter-se diminuída, graças à adopção de políticas que estão encorajando o crescimento; e o preço das matérias-primas ter-se estabilizado, em certa medida. No entanto, as perspectivas diferem drasticamente segundo o país e a região:

– As economias emergentes da Ásia, em geral, e da Índia, em particular, registam um crescimento vigoroso enquanto a África Subsariana está sofrendo uma forte desaceleração. Nas economias avançadas, o facto de que as perspectivas serem, por si, moderadas e estarem rodeadas de incerteza e riscos descendentes pode provocar o agravamento do descontentamento político e um maior apoio às plataformas de políticas contrárias à integração.

Obrigadas a adaptarem-se à caída do preço das matérias-primas, várias economias emergentes e em desenvolvimento continuam enfrentando enormes desafios em termos de política económica. Estas perspectivas preocupantes fazem com que seja mais urgente do que nunca aplicar uma ampla política de resposta que estimule o crescimento e possa gerir as vulnerabilidades.

Fonte: FMI